segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ser Mãe, minha grande experiência

Como tudo em minha vida, a gravidez de Aishá provocou um grande e profundo movimento. Gravidez há anos esperada, pensada, desejada... Um grande caminho eu percorri para que ela acontecesse, muitos tratamentos, muitas intervenções médicas, remédios para finalmente, com a ajuda de tratamentos complementares como a argiloterapia, homeopatia e acupuntura, termos o resultado “positivo”.

Com o resultado de um Beta HC “positivo” nas mãos e, claro, passado o susto inicial da descoberta, comecei a programar o desenrolar da gravidez e lembrei logo de uma decisão anteriormente tomada: a de procurar o Cais do Parto, ONG pernambucana que lida com o parto numa dimensão humanizada. Algumas semanas depois já estávamos, eu, Aishá e Ruy, freqüentando as reuniões e, posteriormente, já estávamos também em um outro grupo o Boa Hora, coordenado pela minha doula – palavra grega que significa “mulher que serve”, mulheres que dão suportoe físico e emocional no momento do parto.

A participação nesses grupos foi de suma importância para o desenrolar tranqüilo do meu parto, mas o que mais marcou foi a descoberta de que o parto é um evento da mulher. Descobri então, com muitas leituras, debates, visitas a sites especializados que o parto era meu, o corpo era meu, a escolha seria minha. Parece besteira, mas essas descobertas foram decisivas em todo o processo da minha gravidez. É claro, que no meio disso tudo eu nunca esqueci a participação especial do Ruy, pai da Aishá. Durante todo o processo eu tentei inseri-lo nesse movimento, apesar de toda a dificuldade que surgia... eu não quis ser a única protagonista de um filme que na minha cabeça deveria ser composto por um triângulo “mágico”.

Minha gravidez chegou às 40 semanas e 1 dia. Passagem por quatro obstetras, mas com todos os exames solicitados em ordem. Uma gravidez normal, sem intercorrências e aos 09 de junho nascia minha pequena Aishá. E hoje percebo que esse nome não veio à toa, Vida... e foi vida que ela trouxe pra minha caminhada.

Durante as duas semanas anteriores ao parto vinha tenho contrações e entrava várias vezes em “falso trabalho de parto” e alguma coisa me dizia que quando entrasse, de fato, eu não perceberia. Dito e feito, aos 09 de maio, após uma noite muito bem dormida, acordei com aquela cólica chata, como quem vai menstruar, e assim passou toda a manhã. Por volta do meio do dia, liguei para Dani (Daniela Gayoso), minha doula, e comentei com ela o que vinha acontecendo e esta me sugeriu marcar o tempo dessas contrações. Foi quando descobri que das 12 às 13 horas, estava com 10 minutos de intervalo. Achei estranho, pois das 13 às 14h já contavam 5 minutos (as pessoas diziam que tudo começava com 20 em 20 para depois ir reduzindo, a minha já estava em 5 em 5!). Liguei para Dani novamente e foi ela quem se aperreou. Sugeriu que eu fosse ver a parteira ou fosse direto no Cais (do Parto) e eu ficava tranqüilizando ela dizendo que não havia necessidade, que estava tudo bem e não precisava de pressa. Depois de muita insistência da Dani concordei e combinamos que de ela passaria na casa de D. Prazeres – a parteira - e iriam para a casa da minha mãe, onde eu estava.

Depois de certo tempo, liga a Dani dizendo que o carro estava sem gasolina e que ela iria demorar mais um pouco para poder providenciar tudo, sugerindo que a parteira viesse de táxi para ser mais rápido. Eu continuei tranqüilizando-a e disse que esperaria ela resolver e ir buscar a D. Prazeres. Lá pelas 17h elas chegaram, depois ainda de um outro problema com o carro da Dani (agora foi o pneu, furado!).

Só me dei conta de que estava em verdadeiro trabalho de parto quando D. Prazeres, após o primeiro “toque” me disse que eu já estava com 3 cm de dilatação. A intenção era de que tanto a Dani quanto D. Prazeres fossem para suas casas e só mais tarde eu as chamaria. Optei por não chamar a Marcele e a Sônia (ambas do Cais do Parto) uma vez que eu já estava sendo assistida e havia muitas outras grávidas de mesmo tempo que eu. E se outra mulher resolvesse dar à luz também naquele momento?

A minha bebê mudou todos os nossos planos. Imediatamente após o toque, precisei ir ao “banheiro” e, logo em seguida, as contrações se intensificaram e ficaram menos espaçadas. Nesse momento, eu já estava me incomodando com as dores e foi a Dani quem ligou para o Ruy informado e pedindo que ele viesse para ficar comigo. Quando ele chegou fomos para nossa casa. Nessa altura, todos lá na casa da minha mãe já sabiam que eu entrara em trabalho de parto e meu irmão e padrinho da bebê, Rigoberto, encarregou-se de avisar aos nossos amig@s do acontecido, mudando completamente nosso plano inicial.

Entre a casa da minha mãe e a minha tive três contrações, agora elas já viam fortes. Já em casa fui direto para bola, mas não conseguia me mexer muito, pois o movimento do parto já estava forte. Depois de certo tempo, tomei um banho morno que muito me ajudou (gente é ótimo!). A Dani e o Ruy acomodaram vários travesseiros e eu fiquei encostada neles. Fiquei assim durante muito tempo e, quando as contrações vinham, eu não permitia que ninguém tocasse e mim; só eu podia e apertava fortemente as mãos do Ruy e da Dani (depois de certo tempo comecei a me preocupar em não machucar a mão pequenininha da Dani, mas ela tava lá firme e tranqüila).

Foi quando percebi um movimento em minha casa, que na minha programação apenas mainha, a parteira, a doula, Ruy e eu deveríamos estar presentes. Lembro de ter visto Rigo, Ricardo – meu outro irmão, Janeide, mainha e Natalie – madrinha da bebê e que dias depois disse que não havia entrado até a bebê já ter nascido, mas que a vi, vi sim. Lembro também da Karla que chegou com algumas rosas e falou coisas bonitas e companheiras ao meu ouvido. Mas a presença dessas pessoas não me perturbaram. Eu só me preocupava com a presença da Janeide - a Jan não parecia ter “estômago” para acompanhar um evento desses. É muito viceral, muito cru mesmo – me preocupava também com mainha e tentava gritar menos e mais baixo – eu não tinha idéia de que a essa altura todo o quarteirão já sabia o que estava acontecendo.

As dores ficaram quase insuportáveis. Em algum momento desses, foi feito um outro “toque” e eu ouvi que estava já com 6 cm – mas na verdade, foram duas horas após e eu estava com 6,5 cm. Agora eu tinha medo de não poder ir até o fim, de não agüentar, porque a coisa é muito forte – só sabe quem passa. Eu ficava pedindo a Dani alguma coisa que aliviasse e ela sugeria e tentávamos respiração, novas posições, mas a dor não cedia. D. Prazeres sugeriu então que ficasse no banquinho e passei outro bom tempo lá. Nessa posição comecei a perceber a saída de alguma coisa e a Dani me disse que era o tampão, mas saiu tanto que me impressionou. Nessa posição, depois de certo tempo, as contrações emendaram e D. Prazeres e a Dani me questionavam se eu sentia vontade de fazer força e se daria para fazer um outro toque, que eu neguei imediatamente – eu sabia que a média é de 1 cm de dilatação por hora, depois daquelas dores tão fortes se eu soubesse que só estaria com 7 cm, o que eu ia fazer? Pedir uma anestesia, morfina... qualquer coisa para aliviar aquela dor.

Em certo momento, D. Prazeres pediu que eu ficasse em pé apoiada em Ruy, mas eu não quis. Mas com jeitinho, elas conseguiram me convencer. Percebi que o Ruy era mesmo forte porque eu me pendurava nele e ele só dizia “pode se pendurar que eu lhe seguro, não tenha medo” e eu me pendurava mesmo como se dessa forma eu pudesse transferir para ele toda aquela dor. Nessa posição a dor mudou de cara e eu comecei a fazer força pra baixo. D. Prazeres pediu para me apoiarem na cama e tudo tinha que ser bem rápido eu dizia porque as dores estavam emendadas mesmo. Lembro que ter feito apenas duas ou três forças quando veio uma bem forte e diferente, eu dizendo que não agüentava mais, e as vozes de Dani e Janeide me dizendo que estava nascendo, que elas já estavam vendo a cabecinha dela. Nessa hora minha respiração ficou bem longa, bem grande e eu senti algo esquentando, D. Prazeres me perguntou se eu queria tocar a cabeça dela, mas eu disse que não porque fiquei com medo, era tanta dor que eu queria que acabasse logo, que ela nascesse logo, que ela viesse logo para os meus braços.

E assim foi, quando abri os olhos a vi saindo, bem quietinha, virou a cabecinha, olhou pra gente e ficou lá. Só depois chorou, mas bem do jeitinho dela. Eu pensei: “nossa, ela já nasceu de olhos abertos”. Senti vários beijos de Ruy, chorando em meu ombro me dizendo que ela nasceu e que se parecia com ele. Todos choraram, menos eu. Eu ficava só olhando para ela e muito incomodada com as dores ainda. Depois que limparam o nariz e boquinha dela me deram ela, ainda com o cordão pulsando, e ela veio direto para o meu peito. Havia muita energia no ar, em todos, foi um nascimento comungado, coletivo, esperado, vivenciado e amado por todos os seres que estavam em sintonia com aquele momento, aquela casa.

Depois disso os procedimentos normais de limpeza e sutura, e muita produção de sucos, sopas porque eu fiquei com uma sede absurda. Fiquei tonta, mole, exausta, mas com um sentimento de plenitude, leveza, bem estar, felicidade, emponderamento. A minha felicidade e gratidão a Deus eram do tamanho do mundo, cabia todo o mundo dentro dela. E descobri que quando uma mulher dá à luz, não nasce apenas um bebê, nasce uma nova mulher, uma nova pessoa.

Eu voltei!!!!!

Pessoas queridas, eu voltei!
Depois de um longo e sofrido recesso dado por mim mesma, eu voltei!
Passei por uma fase de muita jururuzisse e não achei justo que vocês acompanhassem isso.
Muita tristeza, incertezas, dúvidas. Como diria um amigo querido mineiro, "entrei na caverna!" Tá vendo só, não só são os homens que fazem isso.

E sendo assim, estou cá comemorando o niver da pessoas mais linda, mais importante, mais maravilhosa deste Universo: minha filhota!!!!!

No próximo post, o relato de parto dela. Uma experiência maravilhosa que compartilho com vocês.....


Xeros na alma!!!!!

Imagem daqui

quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTO!

Hoje foi um dia muito difícil, sofrido e doído para mim. Penso que jamais iria viver para  experimentar ódio por alguém e, pior, por alguém que já me deu tanta felicidade, como a minha filhota.

Mas chegando em casa, vendo a reportagem sobre a tragédia no Rio de Janeiro, meu problema ficou tão pequeno.

Paz, força e luz para todas essas crianças e suas famílias.

Paz, luz e perdão para o Wellington.

Nesta noite... só o silêncio.


Imagem do luto daqui

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Companheiro

Certa vez eu conversava com minha amiga Mari (gente! Ela agora é Mestra!!!! Uhu!!!! Parabéns, mulher!) e me lamentando por estar sozinha. Eu estava muito assustada em ter que dar conta de mim e da minha filhota. Mas sabia que não era uma condição negociável. O fato era que eu estava separada, num estado novo, num trabalho novo e minha filha estava vindo morar comigo. Morri de medo de não conseguir... sozinha.

Quando eu me lamentava e arengava com a vida sobre a minha solidão, ela e outra amiga, Carol Line, viviam me dizendo que eu tinha que sair, conhecer gente nova e blá, blá blá... Enfim, mudar a realidade, sair do marasmo, parar de reclamar e agir. Mas eu tava meio que imobilizada...

Depois de muitas análises, chegamos a conclusão de que, na verdade, eu estava sentindo falta não apenas de um homem, mas de um companheiro. Sim, um companheiro. Aquele cara que fica do nosso lado, que dá colo, que tá ali... que cuida... ouvi... comenta... e ajuda a gente a ver os outros lados da questão...

Bem, aquela idéia que todo mundo faz de um companheiro e que segundo Aurélio significa “aquele que acompanha”.

E nesse cunversê, ficamos lá divagando sobre o tema e construindo o conceito do nosso ideal. Nesta época, eu estava muito aperreada também porque tinha que tomar várias decisões importantes sobre a minha filhota (qual a melhor escola que meu salário poderia pagar? Qual plano de saúde escolher? Etc, etc, etc...). Pra mim foi um período complicado, especialmente porque sou mãe de primeira viagem e estava longe da minha rede de apoio (e, definitivamente não tava nos planos ser mãe autônoma). Enfim, era muita coisa pra resolver e eu estava sozinha. Senti-me, por muito tempo, sozinha.

Hoje percebo que não estava tão só assim, porque fui apoiada pela Mari, pela Carol e outras tantas pessoas amigas que foram se juntando a minha vida, ouvi muitos pitacos. Graças por isso, Universo!  

E falando da dificuldade que, naquele momento eu identificava como sendo a ausência do pai da minha filha, a Mari me sai com uma que percebo agora que ela estava totalmente certa. Segundo ela, o fato de estar casada ou “acompanhada” não significava nada. Não significava ter alguém com quem dialogar para poder decidir junto, não significava ter alguém compreensível e todo esse imaginário que a gente quer e precisa. Tipo: “eu tenho com quem contar caso”... Estar casada ou com alguém não assegurava nada. Não tava nada garantido.

Consegui resolver as questões da minha filha. Novas foram surgindo e sendo resolvidas. Outras estão esperando o tempo certo para serem resolvidas. Aprendi que faz parte da vida. Descobri que posso fazer isso, e outras coisas, “sozinha”. Aprendi a criar algumas estratégias e montei uma nova “rede de apoio” que me dá suporte. Isso me dá segurança.

A dificuldade agora é sair desse lugar de “segura,independente e auto-suficiente”, imagina só... A Carol diz que é isso que “espanta” os homens... kkk, eu acho super engraçado! Talvez ela esteja certa, não sei... eu entendo pouco deles...

Mas apesar de toda essa “auto-suficiência”, faz falta um companheiro com C maiúsculo. Ah! Isso faz... e acho que não é nenhuma viagem querer uma relação assim, né?

(viagem mesmo é esse troço desse mouse que fica dançando no note e me atrapalhando toda aqui. Alguém pode me explicar como se resolver isso, por gentileza???? Do jeito que eu tô, falta pouco para eu jogar esse troço pela janela....)

Imagem mãos daqui

domingo, 3 de abril de 2011

O vazio - parte 2

Olhar para o vazio é muito estranho.
Dormir. Acordar.
Pra quê? Por quem, mesmo?
Eu não sei se com todo mundo é assim, mas eu preciso dormir e acordar com um propósito, uma missão, um objetivo.
Tenho que ter isso.

Sou pisciana, e como tal, preciso estar apaixonada. Por alguém, um projeto... por algo.

E neste momento eu não tenho nada. Nada além da minha filha... que está distante. Talvez se ela estivesse comigo eu estivesse sorrindo, ou teria um motivo para.

Mas enfim, ela não está.
Amanhã é um novo dia de trabalho.
Pagarei mais contas (graças ao Universo! Grata por isso!)
E quem eu quero ao meu lado continuará a não me querer.... fazer o quê, né?

Ainda bem que tem minha amiga C. Line para me dizer que eu devo re-significar minha vida.
Inda bem que tem @s amig@s, né? O que seria da vida sem el@s???

Eita vidinha difícil essa de ser gente grande... Já na hora de melhorar...

Imagem daqui

quinta-feira, 31 de março de 2011

Minha metamorfose ou os processos de mudanças que estou descobrindo em mim...

Ai!
O vazio ainda se faz presente. E isso é um saco! Na boa...
Fico me perguntando, incansavelmente, sobre o que isso significa. Sei que tenho motivos: to me recuperando de um colapso financeiro, estou longe da minha família, especialmente, da minha filhota (isso sim é terrível), o local onde trabalho está passando por transição (não sei realmente como fica a minha situação lá... preciso de aumento!!!!!!), estou sozinha...

Enfim, um vazio só...

A vida tá aquela rotina chata: de casa para o trabalho, do trabalho para casa... o blog tem sido minha salvação. Ufa! Ainda bem que criei coragem pra escrever...

Bem, conversando com uma amiga há alguns dias, um trecho do relato dela me chamou a atenção.  Ela descobrira uma traição do marido, mas não se separou dele. E entre tantos pensamentos que teve, eis o que chamou a minha atenção: ela o amava muito e sabia que a fidelidade não era algo que ela conseguiria com outro. E, segundo o conselho de um (outro) homem, ela poderia mudar até de pessoa, de cara e número de sapato, mas a situação seria a mesma. Porque os homens são assim mesmo...

Minha amiga não se separou, segurou a onda dela e hoje é mãe de dois filhos e está super feliz... Continua casada com o mesmo cidadão. Fico feliz por ela e, mais ainda agora depois de saber dessa história. Descobri que ela era corajosa. Aliás, relatos assim têm mudado meu conceito sobre as fêmeas. Eu cresci achando que as que mereciam admiração eram aquelas que numa situação assim, por exemplo, largavam o marido, dizendo um “não” bem redondo para o machismo e o sexismo. Hoje eu começo a descobrir que existem vários jeitos de ser fêmea que também são admiráveis. Esse é um deles. Um jeito de ter coragem pra transcender o sofrimento e correr atrás do que se quer, de ir à luta. Tô aprendendo (viu, André?!).

Bem, eu prefiro não acreditar nessa de que os homens “são assim mesmo”. Porque tratar a questão da infidelidade masculina assim, pra mim é tratá-la com uma naturalidade que não é real e que, definitivamente, não existe. Ao menos no meu entender, repito. Eu, na verdade, tenho uma resistência danada em acreditar nisso. Até porque, se formos a fundo, e não é minha intenção neste momento, nós, mulheres temos nossa parcela de responsabilidade, tanto quanto os homens, em reproduzir esse machismo e sexismo. Penso que é uma questão cultural, católica, capitalista e etc, etc, etc....

E pensando assim, me veio outro pensamento...

Às vezes eu acho que não entendo muito bem a diferença entre fidelidade e lealdade.
Acho que sempre confundi esses conceitos. E essa fala da minha amiga, de alguma forma, mexeu comigo. Por um instante eu fiquei me perguntando se era isso que tava atrapalhando a minha vida, a rigidez comigo e com o outro.

Essa coisa, quase dogmática, que a sociedade acolheu de que homem pode tudo e que as mulheres têm que aceitar, sempre incomodou- me. Acho que me neguei a aceitar isso de forma quase que religiosa. E hoje, minhas vivências me levam a crer que eu deveria/poderia ter sido mais flexível. Até porque é muita imposição, muita coisa jogada de cima e que, não necessariamente, as pessoas são desse jeito. A vida tá muito estereotipada (também, né? No país do bigbrother, queria o quê?) Percebo hoje que sempre vi a vida de forma muito maniqueísta, o certo e o errado, o bom e o ruim, o tudo ou o nada.

Vivi muita coisa boa, também já sofri à beça. Em alguns momentos fui inflexível. Noutros me abri demais e o retorno não foi o mesmo. Também cobrei demais, esperei demais. E descobri que não podemos ser assim. A minha verdade não é a verdade do outro. Ele tem a verdade dele e eu devo respeitar, como eu quero ser respeitada.

Ainda tô naquela do “não concordo, então caio fora!”. Será que esse é o melhor jeito de lidar com a vida e as pessoas? Eu to começando a achar que não.

É... parece que a palavra desse ano será a flexibilidade. que bom que a vida tem disso... a gente segue assim, se metamorfoseando....


Mudanças

Composição : Vanusa e Sérgio Sá

Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!


Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Pra ser o que sou sem medo.

Dançar e cantar por hábito
E não ter cantos escuros
Pra guardar os meus segredos
Parar de dizer:

"Não tenho tempo pra vida
Que grita dentro de mim
Me libertar!"


(DECLAMANDO)
Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
E não usar somente o coração
Parar de cobrar os fracassos
Soltar os laços
E prender as amarras da razão!

Voar livre
Com todos os meus defeitos
Pra que eu possa libertar
Os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões!


Hoje eu preciso
e vou mudar
Dividir no tempo
E somar no vento
Todas as coisas
Que um dia sonhei
conquistar,

Porque sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amor e desamor.

Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária!

Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião,

Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
Um forte sexo fraco!


Imagem daqui

quarta-feira, 30 de março de 2011

Como se esquece alguém ou da dificuldade de esquecer...

Por que é tão difícil esquecer alguém quando se precisa/quer esquecer? Aliás, sabe aquela máxima cantada pela Vanessa da Mata: “Peço tanto a Deus para lhe esquecer, mas só de pedir me lembro...” pois bem, é assim que me pego ultimamente. Sem conseguir esquecer alguém que surgiu, bagunçou e que já era pra ter ido. Sim, porque se ainda me pego pensando tanto nesta pessoa, é porque ela está bem presente, né?

Na verdade não estou entendendo esse acontecimento. Eu fui levada a decidir, pelo andar da carruagem e o comportamento  da pessoa em questão (sic! não era o meu desejo!), que teria que esquecê-la. Que não dava/daria (mais) certo, que eu estava me envolvendo e ele não já havia alertado que não esse interesse, etc, etc, etc... E como eu não estava a fim de me estressar considerei que o melhor a fazer era me afastar. E foi o que fiz e tenho feito... com certa dificuldade, claro. Mas, fazer o quê, né? Não tenho mais disposição pra sofrer!!

Lembro sempre de uma diálogo que ouvi, sem querer, entre meus pais. Meu pai , do alto da sua vivência comentando com mainha sobre mim: “não adianta. Teremos sempre que ter o quarto dela pronto. Porque ela não tem paciência com homem nenhum. Ela é fogo! Num instante esquenta a cabeça e olha aí: manda ele embora e pronto! Não quer nem saber!”... morro de rir só de lembrar da cena.

Mas hei de convir que ele está certo. Homem pra mim, pra estar junto tem que ser na base da poesia, da alegria, do prazer e do companherismo. Tem que dar colo,  mandar flores, trazer chocolates e dançar comigo! Kkkkk se não for assim, pra contribuir com felicidade, pra que seria? Eu trabalho, pago minhas contas, tenho minhas dívidas, dirijo meu carro, troco pneus (hoje em dia prefiro chamar o seguro porque sempre tô com um saia/vestido considerado curtos por algums e/ou com um belo decote. Imaginaram a cena em me ver trocando pneus numa avenida movimentada???? Rsrsrsrs). Dou conta de mim. E o outro precisa somar de outro jeito. No afeto, no carinho e prazer, repito.

Então, pra mim o parceiro tem que ser mesmo parceiro, companheiro. Tem que estar junto. E não aparecer quando ele acha de deve... quando ele tem vontade... porque a dois, precisa mesmo significa a dois. Quando há a necessidade, quando há vontade e quando há desejo. Chega essa de só quando ele quer... só quando ele pode... até porque, e nós sabemos bem, que quando se quer realmente toda distância é pequena, toda falta de tempo vira um tempinho pra te ver e pra te ligar... quando se quer... tudo fica mais gostoto.

Ah! Não sei até quando isso vai durar... só espero que passe logo... se alguém souber de alguma receita, alguma simpatia, qualquer coisa faça o favor de me dizer, tá?!

Como canta a querida Roberta Sá: “...amor de usar e abusar, to fora!”



Imagem mulher saudade daqui

Zé Alencar, a dignidade venceu o preconceito

Em junho de 2002, quando o preconceito contra o candidato Lula e o ódio a seu partido, o PT, eram inoculados dioturnamente na opinião pública pelas trombetas da orquestra midiático-tucana, um empresário rico, bem-sucedido, aceitou transformar-se em antídoto ao veneno difamatório. Tornou-se vice na chapa do operário metalúrgico. Filho de Muriaé,  (MG), dono do maior complexo têxtil do país, a Coteminas, o então senador José Alencar, o Zé, como Lula passou a chamá-lo carinhosamente, sabia muito bem o que estava fazendo. A voz grave e pausada de quem conhece o manejo criterioso da pontuação oral  tornou-se aos poucos portadora de mensagens que muitos de seus pares, majoritariamente engajados então na candidatura de José Serra, estremeciam só de ouvir. Em parte, a esquerda petista também se surpreendeu; aos poucos, trocaria o preconceito pelo respeito afetuoso. "Nacionalismo não é xenofobia, é interesse pelo próprio  país", disparava em entrevista ao site da campanha "Lula Presidente", em julho de 2002. 'Podemos abdicar de nossas fronteiras econômicas?, questionava na mesma ocasião indagando sobre  a ALCA, agenda prestigiosa então, majoritariamente defendida pelo conservadorismo pró-Serra. "Mas e as fronteiras políticas?" argüia mineiramente "Vamos ter um só Presidente da República no mundo globalizado? Será que ele vai defender nossos interesses? Uma só moeda? Quem vai controlá-la? Uma só política monetária? Sabemos que não é assim", respondia então com o mesmo sorriso maroto que arrematava as interrogações provocativas. "Se não é assim continuamos a existir como país. Não podemos abdicar de nossas fronteiras e obrigações políticas". Por essas e por outras, Lula, na passagem para o segundo turno em outubro de 2002, num debate com delegações estrangeiras, brincou: " Às vezes eu preciso lembrar o Zé que é para ele ficar a minha direita, não a minha esquerda". José Alencar faleceu nesta 3º feira, em SP, aos 79 anos. 
 
 
 
 
 
 
Descanse em paz, Zé!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem José Alencar daqui
Imagem José Alencar e Lula daqui
Quando o negro é politicamente correto
A discussão sobre relações raciais e racismo instalou-se definitivamente no campo do debate publico brasileiro, ocupando as paginas da imprensa, os bancos universitários e até mesmo os tribunais, com posições acirradas a favor ou contra ações afirmativas baseadas no critério racial.
Ana Paula Maravalho 

terça-feira, 29 de março de 2011

Sobre os discursos politicamente corretos e a #Infância Sem Racismo

Uma amiga blogueira, a Mari do viciadosemcolo, pediu-me para ler seu último post. Na verdade, sempre que postamos informamos uma à outra para saber a opinião sobre o que escrevemos. Apesar de termos conseguido tecer uma amizade pura e verdadeira, onde falamos para a outra o que realmente pensamos, sem “papas na língua”, somos muito diferentes. Nossas origens são completamente antagônicas, idem para nossa caminhada... enfim, em um bocado de coisas. Mas a Mari tem uma coisa que eu admiro bastante (aliás, ela tem um bocado de coisa que eu admiro), ela sempre procura e consegue (!) encontrar o ponto de união, ela sempre chega no ponto de convergência das coisas e com as pessoas. E isso é raro, como também é raro sua competência em análises. É lógico que não concordo com tudo o que ela fala, até porque ela fala muito e, ás vezes me deixa tonta. Fala tanto quanto eu, quem me conhece sabe... eu fico, muitas pensando como é que conseguimos nos entender, porque nós não paramos a boca!!! Rsrsrsrsrs Mas ela fala mais do que eu...

Bem, a Mari, postou um post (redundante, né? Hãããããã) que fala sobre o uso do discurso politicamente correto. Para ela isso pode, entre outras coisas que discordo, ser uma perda de tempo. Repito: discordo. Defendo e uso, como já perceberam, de grafias e expressões “politicamente corretas”. Na verdade, era apenas para eu ler e tecer um comentário, especialmente para ser um contraponto ao olhar dela e das demais seguidoras (gente, Mari é cheia de seguidoras, até de fora do Brasil. Imaginem só que luxo!!! rsrsrss). E justamente por isso, eu não poderia escrever qualquer coisa, senti que precisava estar mais embasada. E fui à cata de mais informações. E nesse processo, percebi que não agüentaria e teria que escrever mais que um comentário. Então, peço licença a ela para escrever um post que compartilho com vocês agora.

Gostaria de dizer que esse texto está baseado não apenas nas minhas impressões, inclusive como pessoa com certa caminhada nos movimentos sociais, especialmente na militância em direitos humanos. Esse post terá também os olhares de alguns autores que andei pesquisando, após o convite de contribuir com o viciadosemcolo.

Segundo Mari, no post intitulado “patrulhamento x infância sem racismo”, a preocupação com o termo “politicamente correto” interfere no debate, ao ponto de desfocar da discussão, e caminha até a (possibilidade de) ausência do debate provocada pelo medo das pessoas de se exporem ao utilizarem termos equivocados. Penso que é válida essa análise. Mas eu prefiro olhar por outro lado.

Segundo especialistas da análise do discurso (AD) a abordagem vai além do viés lingüístico, chegando, obviamente e onde queremos focar neste texto, na relevância política. Este último nos solicita refletir sobre a relação entre o som e o(s) sentido(s) das expressões. Segundo dois teóricos, POSSENTI e BARONAS (2006), este é um problema antigo e insolúvel e que apresenta aspectos cruciais, mas que considero importantes, tais:

a) que a significação depende dos discursos em que as palavras e enunciados ocorrem; b) que são certas palavras que fazem, em boa medida, com que textos sejam considerados racistas, machistas etc; c) que a relação entre som e sentido (só) é explicável historicamente; d) que há alguma relação entre o sujeito do discurso e o discurso, mas, no fim das contas, o sentido independe (das intenções) dos sujeitos que produzem os enunciados. (POSSENTI e BARONAS, 2006)

Segundo esses mesmos autores, o cenário semântico, ou seja, do discurso, tornou-se um espaço de luta de classes, uma vez que o signo (a palavra) não reflete a realidade, mas desvia a atenção desta.

Mais adiante, os autores concluem que:

Os movimentos, em seu comportamento politicamente correto tem méritos políticos óbvios. Mas, em relação à linguagem, comete alguns equívocos relativamente banais. Por exemplo: a) considera que a troca de palavras marcadas por palavras não marcadas ideologicamente pode produzir a diminuição dos preconceitos. Trata-se de uma tese simplista, já que é mais provavelmente a existência dos preconceitos que produz aqueles efeitos de sentido, embora não se possa desprezar o fato de que o discurso pode servir para realimentar as condições sociais que dão suporte às ideologias e aos próprios discursos. A hipótese das palavras "puras" é certamente ingênua. (idem) grifo nosso.

Reconheço e defendo que não podemos negar “a natureza dinâmica da linguagem, com sua permanente modificação de formas e sentidos”, defendida pelo colunista Jânio de Freitas, mas também não podemos continuar a crer que as palavras são inocentes e esvaziadas de sentido. Esse recheio (pode) sim carrega(r) um contexto preconceituoso. E nesse sentido, as palavras e os tons (!) são encarados de forma muito séria pelos movimentos sociais (instâncias representativas das minorias) porque a fala, o discurso, reflete o sentimento, o que está por traz, o que realmente pensamos e que, muitas vezes não nos damos conta. Perfeitamente humano, racional e, portanto, natural.


E para que o preconceito, seja ele qual for e em que nível for, seja finalmente findado (redundância provocativa e consciente!), se é que é possível, e eu quero crer que sim, é preciso encarar essa realidade de frente. E uma forma de encarar e partir para a ação é mudando nosso discurso. E pra isso precisamos mesmo dessa “reprogramação”. Afinal, não existe discurso (coerente) sem prática e não há prática sem o respaldo do discurso. Imaginem um governo que fala, fala e fala em igualdade e respeito às mulheres e não cria uma instância para que essa discussão entre na sua agenda política? E passe da agenda para a ação? Isso é fácil? Todos sabemos que não. Isso se faz apenas com uma assinatura do governador? Também sabemos que não. Mas os primeiros passos precisam ser dados. Ou você acha que todos os direitos trabalhistas foram conseguidos de uma só vez? Não, foram anos e anos de lutas, reinvidicações e mortes... custou muito caro ao trabalhador e trabalhadora cada direito adquirido até hoje.

Não dá mais pra esconder que o Brasil é um país racista, machista, homofóbico e que ele se expressa também na nossa fala. Afinal, por que não chamamos @ cidadão de negr@? Por medo de ofender, né? Porque virou “ofensa” ser negr@. Somos obrigados, como faz a Mari, a esperar que a pessoa se autodenomine, veja só se pode? Num país onde tem um estado com uma capital com maior número de pessoas negras, após a África!

É terrível isso, mas é a mais pura verdade. E essa verdade ainda mata muita gente. Qualquer pesquisa nos mostra que estou certa, infelizmente: quem morre, no país da “liberdade racial” são os jovens, negros, que moram nas periferias. Do total de mulheres violentadas e mortas, a maioria é negra.


A violência, seja ela física ou psicológica, tem cara, tem gênero, classe social, mas prinpalmente ela tem cor. E é a negra.

E nós nos ofendemos/incomodamos por pessoas usarem termos politicamente corretos? Ou quando alguém vai mais além e nos chama a atenção por termos externado nosso preconceito, por meio da fala?

Na verdade isso reflete uma outra face dessa guerra, que é a face da não aceitação dessa realidade, do nosso desejo de fechar os olhos e negar o que vemos. Em outras palavras do “racismo à brasileira”. Que é aquele racismo encoberto, maquiado.  Segundo pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, em 2004, 87% dos brasileiros reconheciam o racismo no país, mas apenas 4% se reconhecia como racista. Alguém pode me explicar como se explica isso??? Eu aprendi que a matemática era uma ciência exata, exatíssima!!!!! E essa conta não tá batendo... como um país pode ser considerado racista se apenas a ínfima minoria da sua população se reconhece racista?

O problema é que talvez quem se incomoda com a exigência do movimento sobre o uso do politicamente correto nunca tenha passado por nenhum preconceito, sequer algum constrangimento. Muito ao contrário, talvez tenha até recebido privilégios pela cor da sua pele e a textura do seu cabelo. Ui! Peguei pesado!! Não quis ofender. Mas esse tema mexe.

Agora é claro que há os excessos, afinal lidamos com seres humanos, e não somos nada fácil de lidar. Tem os radicalismos e as extravagâncias. E é justamente por tudo isso que precisamos ter bom senso. Até para não perdermos a chance de avançar.

É lógico que não podemos nos dar ao luxo de deixar toda a nossa educação formal e não formal (e católica!) de lado. Até porque a construção do saber sempre teve um lado, nós é que podíamos não estar atentos para... e, obviamente que carregamos, conscientes ou não, um grande ranço preconceituoso. Quem aqui nunca falou algo preconceituoso, machista ou racista? Eu já me vi em cada situação... terrível!! Diversas vezes já quis que o chão se abrisse embaixo de mim e que eu sumisse, tamanha vergonha por alguma bobagem dita, sem a menor intenção. Mas disse. E é nesse momento que percebo o quanto sou racista, machista e preconceituosa. E acabo me perguntando: mas por que diacho eu me referi àquela pessoa como sendo “uma negra linda”, “um negro gostoso”? Por que tive que enfatizar a cor da pele??? A cor da pele muda alguma coisa? A beleza está determinada por ela? Mas enfim, deparo-me constantemente com esses deslizes, e fico me policiando mesmo. Mas nem por isso, deixo de falar sobre o tema, inclusive em público. Porque, concordando com os movimentos, esse tema precisa vir à tona. Só tomando consciência dele e encarando-o conseguiremos avançar para o seu fim. E acho que esse debate é muito rico e que aprendemos muito com ele.

Tem um vídeo que ilustra um pouco o que tô tentando dizer, da minha validação por esse movimento quanto ao cuidado com a fala e da reafirmação de expressões que não carreguem qualquer traço preconceituoso. Trata-se da entrevista da Dilma Roussef, presidenta eleita, concedida à Ana Maria Braga, onde ela explica sobre a escolha de ser chamada de “presidenta”. Vale à pena conferir.

Como dia a socióloga baiana Vilma Reis, “falar de racismo não necessariamente é um debate cordial. E nem tem que ser!”



                                             
                                    (aos 7min e 38seg)



“... é uma obrigação da primeira presidenta reforçar o signo feminino. Eu estou aqui porque uma porção de mulheres saíram de suas casa e foram trabalhar e estudar... E esse conjunto de mulheres apareceu e começou, cada vez mais, a construir o Brasil  de forma muito quietinha, muito anônima, mas cada vez mais passaram a construir o Brasil de forma muito mais clara, muito mais explícita. Então eu devo isso a todas as mulheres brasileiras: ser presidentA”. Dilma Roussef


Referências
A linguagem politicamente correta no Brasil: uma língua de madeira?
Sírio Possenti
Roberto Leiser Baronas

O brasileiro, o racismo silencioso e a emancipação do afro-descendente
Ricardo Franklin Ferreira

Diálogos sobre o racismo
José Antonio Moroni

Combate à mortalidade da juventude negra




Imagem não existe racismo no Brasil daqui

Imagem palavras caladas daqui